Wednesday, 23 December 2009

Skibob





06.12

De manhã, resolvemos ir pros Alpes (montanha chamada Pizol) pra andar de Skibob. Existem 2 tipo de tipos de skibob: o da foto acima, mais moderno e de plástico; e um old-school de madeira, que parece um mini-trenó.

Fomos eu, Nadine, Dana e Anina (amiga de Dana). Pra chegar até o topo da montanha pegamos uma gôndola e descemos com os bobs. É pra esse lugar que o pessoal da região vai pra esquiar e andar de snowboard, mas a pista do bob é separada, porque normalmente é mais usada por crianças.

Foi uma das coisas MAIS divertidas que já fiz na minha vida!! Você senta nesse treco e vai com uma mão no volante e a outra no freio de mão, porque é uma descida beeem íngrime e em algumas partes se você não freiar quase que o tempo todo você perde o controle do bob. A neve na pista é muito escorregadia e por isso, é super fácil de virar o bob. Eu caí um milhão e dez mil vezes, ri tanto que pensei que ia morrer. Num dos lados da pista tem uma proteção de neve, mas do outro não tem nada, tu cai lá embaixo mermo. =O E claro, que uma das vezes eu consegui a proeza de QUASE cair de cima da montanha embaixo, mas consegui me segurar, infelizmente meu bob caiu e ficou preso numa árvore. Eu e Nadine fizemos uma operação em conjunto (haha) e conseguimos resgatá-lo!! Graças à Deus, ninguém morreu nesse dia! hahaha

No fim eu já estava toda molhada e aí que eu escorregava mesmo sentada, foi engraçadíssimo. Cair na neve é uma delícia, mas só não é tão delícia assim, ficar cheeeeeia de hematomas no outro dia! hahaha Mas, eu faria tudo de novo!! Espero poder andar nesse tal skibob de novo antes do inverno acabar!! E vocês, se tiverem a oportunidade um dia, tentem!

Depois, fomos almoçar no Mc Donald´s, viemos pra casa, descansamos um pouco e começamos os preparativos pro jantar pra esperar a visita do Samichlaus e do Schmutzli!

PS. Nadine tirou várias outras fotos minhas com o cel dela, mas ainda não me passou. Quando ela passar eu coloco aqui ou no orkut/facebook.

Maurins Geburstag







07.12

Aniversário de Maurin!

Pois é, um dia depois da visita do Samichlaus e do Schmutzli foi o aniversário de dois aninhos do pequeno Maurin. A mãe decidiu que não ia fazer nada demais porque ele era muito novinho pra lembrar, mas eu acho mesmo é que foi porque eles estão meio lisos por conta das despesas com a casa nova e com o Holiday Apartment.

À tarde, Nadine fez um bolinho pra ele e eu resolvi fazer uns brigadeiros, já que aniversário sem brigadeiro dá azar. É, eu sei que esse ditado não existe, mas eu acabei de inventar. Vieram duas amigas de Nadine com os filhos e o padrinho dele com a mulher e os filhos. Foi bem divertido, um monte de criança brincando e correndo pra tudo que é lado. Ele ganhou vários presentinhos, logicamente todos eram carros e coisas do tipo, porque ele A-D-O-R-A.

E assim, Maurin fez dois anos. =D

Wednesday, 9 December 2009

Der Samichlaus kommt!!

Então, já é quase Natal... ou deveria dizer Weihnachten?


Samichlaus und Schmutzli


Samichlaus und Schmutzli com as crianças (Dana, Anina e Emilia)



As comemorações natalinas aqui são super diferentes das do Brasil. Tudo começa dia 06 de dezembro, quando o "Papai Noel" suíço, chamado Samichlaus e seu ajudante, Schmutzli, vêm de casa em casa visitar as crianças. Eles moram na Floresta Negra (pois é, nada de Pólo Norte) e não existem trenós ou renas, apenas os dois e um burrinho. Eles só saem da tal Floresta uma vez por ano, que é exatamente no dia 06.

Tudo acontece da seguinte forma, cada família com crianças que quiser participar, envia o endereço e dados das crianças dias antes pra prefeitura (ou algo do tipo), porque assim, o Samichlaus sabe exatamente o roteiro que deverá seguir. Eles contratam homens moradores da cidade, pra se vestirem como Samichlaus e Schmutzli.

Na noite do dia 06 de dezembro à partir das 18 horas, a família se reúne para um jantar típico suíço, com Foundie ou Raclette para esperar por eles. Quando eles chegam, as crianças recitam pra eles um pequeno poema que aprendem na escola e todos sentam ao redor deles. Cada criança tem sua vez de falar com eles. Nesse momento, os pais vão ter passado discretamente pra eles um papel com várias informações de cada uma das crianças, o que elas fizeram de certo e errado durante o ano.

O Samichlaus então, coloca as tais informações dentro de um grande livro, que ele finge ler, como se tivesse consultando sobre aquela respectiva criança e o que ela fez durante o ano. É muito legal ver a cara das crianças quando ele começa a falar e elas arregalam os olhos se perguntando como ele pode saber daquilo. A inocência é linda...

Se a criança tiver feito muitas coisas erradas, o Schmutzli a coloca no saco e leva pra Floresta Negra. Pois é, também achei super bizarro e só lembrei das nossas canções de ninar com a Cuca e coisas do tipo. Claro que não é permitido realmente jogar a criança no saco e ir embora com ele(a), mas isso dá aos pais o ano todo de ameaças/chantagem para que as crianças se comportem bem.

Os pais preparam anteriormente saquinhos com comidinhas pras crianças, entregues discretamente pro Samichlaus, que os coloca no seu saco. Nesses saquinhos geralmente têm: laranjas cravo, chocolates, amendoim torrado e lebkuchen (um pão de gengibre). As crianças escutam tudo que o Samichlaus tem pra dizer e prometem ser melhores no ano que virá e assim o Samichlaus e seu ajudante vão embora pra próxima casa aterrorizar outras criancinhas. haha

Nadine deu meu nome também, junto com o de Dana. Foi Schmutzli quem leu e falou comigo, já que Samichlaus não sabia falar inglês, pois como ele disse, ele não usa muito essa língua na floresta. ¬¬ Ele me disse que eu estava fazendo um ótimo trabalho com as crianças e que eles ficavam felizes por isso, disse também que gostaria que eu ficasse mais tempo com eles e outras coisas mais que não lembro agora. Também ganhei saquinho com comidinhas yummy e fui uma criança feliz.


Esse aí de cima, é o Papai Noel Católico, ele se veste igual ao Papa, é super bizarro. O vi pela primeira vez num shopping e perguntei a Nadine porque danado o "Papa" tava andando pelo meio do shopping, ela então me explicou que era outro tipo de Papai Noel daqui, mas não deu muitos detalhes, acho que nem ela sabe. Não me perguntem qual é a história dele, mas ele também tem seus ajudantes (Schmutzli) só que aqui ele tem dois e eles são muuuuuito tenebrosos.

E pra finalizar, prefiro nosso Papai Noel, o bom velhinho!! =D

Tuesday, 1 December 2009

Heute es schneit in der Schweiz!



30.11.09

Hoje acordei sem nenhuma vontade de sair da cama! Levantei como todos os dias, tentando fazer um acordo com Deus pra não ter que trabalhar, mas como sempre, não teve reza que me salvasse! Criei coragem e fui à luta!

E, meio que como um 'pedala Robinho' de Deus por já estar reclamando da vida tão cedo da manhã, quando abri a janela vi a coisa mais linda que meus olhos já registraram!! Correndo o risco de soar como campinense vendo o mar pela 1ª vez (foi mal, galera de CG!), eu me abestalhei, não, tipo, me abestalhei MESMO!! Não acreditava que realmente estava vendo aquilo! À noite tudo estava igual a todos os dias e de repente, poucas horas depois, estava tudo coberto com marshmallow!! Parece que todas as cores somem e fica tudo em tons de cinza... é perfeito! Corri pra pegar a câmera pra tirar fotos pra mainha, no fundo achando que quando voltasse pra janela ia ver que tinha sonhado de novo (no dia anterior eu sonhei que ia amanhecer nevando).

A manhã se sucedeu normalmente. Aí veio a tarde, tinha que ir pra Chur pra aula de alemão. Ê lerê, aí veio o problema! haha Primeiro, não tinha me dignado a comprar nada apropriado pra neve... duas das minhas botas são de camurça e a única que é de couro tem o solado muito fino, ou seja, passa o frio todo pro pé! Não tinha casaco impermeável, simplesmente porque os acho horrendos e não quis comprar até ser obrigada! Então, tive que pegar um casaco de Nadine emprestado (2 números maiores que o meu) e a Moon Boot dela (que já tá toda esfolada).

E foi assim, meio no improviso, que saí pra pegar o ônibus até a estação e depois o trem pra Chur. Eu já mencionei aqui que moro numa montanha, né? Pois é, tive que descer a ladeira cheia de neve e água e CLARO que quase escorreguei umas 10 vezes!!! Descer ladeira na neve é um inferno!! Isso meus amigos, é o que ninguém fala sobre a neve! Todo mundo diz que é mágico e blábláblá, e é! Mas se você tiver que sair a pé e usar transportes públicos É uma desgraça! haha

Graças à Deus, não cai e não tive que ir pra Chur com a bunda molhada! Passei numa loja e me abasteci de algumas peças-chave pro meu guarda-roupa invernístico e fui pra aula ser feliz, ou quase isso!

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01.12.09

Hoje trabalhei o dia todo, então decidi que ia sair pra brincar com Maurin na neve, um pouquinho de manhã e um pouquinho à tarde. E lá fui eu, 3 dias e 4 noites pra colocar toda a parafernalha roupística nele: meia calça, calça jeans, calça de skii (impermeável), body, camisa de manga comprida, casaco de inverno, luvas, botas e enfim, gorrinho.

Então veio a diversão! Acho que poucas vezes me diverti tanto!! Estava sendo uma experiência nova tanto pra mim quanto pra ele, já que no inverno passado ele era muito novinho pra entender, então pudemos ser matutos juntos! Foi lindo, fizemos bolinhas de neve (na verdade, eu fiz, ele só destruía), brincamos com o Bobbycar (nem na neve ele esquece desse carrinho), corremos de um lado pro outro, caímos de bunda na neve... foi lindo! =~~~~

(Só pensei no dia 26.12 quando todo mundo tiver aqui e a gente puder brincar, como vai ser perfeito! =DD Jajá chega, gentee!!)

Com certeza esse vai ser um dos momentos que mais vai me marcar nessa viagem! E claro, quem estava comigo era meu baby, que não é meu! Vou sentir muita falta dele... =~~~~ E que venham mais momentos assim!! =DD

PS. Post especialmente dedicado à Mainha, porque ela tem uma coisa especial com a neve. =D

Sunday, 29 November 2009

A pior mudança da História da Humanidade

Tentarei narrar o dia de ontem (29.11) da forma mais sucinta possível, mas aviso desde já que será impossível, foi muita presepada para um dia só! Então, comecemos...

Nos mudamos ontem, agora estamos morando na casa vizinha. A casa anterior era alugada, então eles fizeram um acordo com o dono da casa nova pra alugá-la por alguns anos com promessa de compra futura. Além disso, a casa nova é maior e mais confortável.

Combinei com Nadine de estar pronta às 9 da manhã (vale salientar que era sábado e ninguém me pagou um centavo extra) para começar a ajudá-la na mudança. Combinei com ela de vir pro meu quarto, fazer uma faxina geral, já que a casa ficou fechada por muitos meses e depois começar a montar a cama, com a ajuda dela. Mas, ela estava tão ocupada com as coisas da cozinha, que eu terminei fazendo a faxina no primeiro andar todo (3 quartos e um banheiro) pra dar uma adiantada. Depois de passar aspirador de pó 3 vezes e pano molhado em todos os cômodos, desci pra ajudá-la a guardar as coisas da cozinha.

Nesse meio tempo estavam na casa:

1. Eu
2. Nadine
3. Tom
4. Dana
5. Maurin
6. A avó (pra ajudar com as kids e fazer almoço)
7. Jurk (trabalhador de Tom)
8. Um senhor de uns 70 anos (amigo de Tom que queria ajudar, mas só atrapalhou)
9. Lulu da Pomerânia (lê-se cachorro fresco) do senhor mencionado acima
10. Marcel (amigos deles que veio ajudar, mas teve que trazer os 3 filhos porque a mãe estava viajando)
11. Filha
12. Filho 1
13. Filho 2

Deu pra imaginar o inferno??? Ainda não? Pois agora vai dar! Realizem a cena... Crianças correndo e gritando pra todos os lados, homens passando pra cima e pra baixo com pedaços de móveis pesados, a avó tentando cozinhar e fazendo inúmeras caras de desespero (pensei que ela fosse enfartar, juro!), coisas espalhadas no chão pra todo lado, todo mundo estressado, Tom sendo um idiota como sempre, Nadine me dizendo pra não casar nunca (ela repetiu isso pelo menos umas 5x durante o dia), panela no fogo queimando, a avó dizendo que Tom com certeza não é filho dela, cachorro correndo, Maurin no Bobbycar correndo e batendo nas nossas canelas, filho 2 derramando um saco inteiro de spaghetti cru no chão... E isso tudo estava acontecendo na cozinha, que era por onde todos tinham que passar pra ir pras outras partes da casa.

Foi nessa tranquilidade que a manhã transcorreu, aí veio o almoço. Todas as pessoas listadas acima almoçaram aqui e claro, não cabia na mesa. Então, eu me ofereci pra almoçar sozinha no marailhoso silêncio da sala!!! =D

Depois do almoço, decidi que estava na hora de começar a fazer as minhas coisas, já que eu não queria ter que fazer nada hoje (domingo). Eu não tinha trazido nada meu ainda pra cá, fora a cama, a mesa e a cadeira, mas tudo que estava no guarda-roupa ainda estava na casa velha. Eu quis trazer antes, mas a mãe disse que não precisava, que faríamos no sábado. Eles são loucos e desorganizados, ao invés de ir fazendo aos poucos pra não endoidar, eles fazem tudo do dia pra noite! Então, sozinha e com apenas uma caixa de papelão pra colocar minhas coisas, eu tive que fazer mais de 10 viagens da casa nova pra velha pra trazer tudo sozinha! Vale salientar que são 2 lances de escada da casa nova + a ladeira + 2 lances de escada da casa velha. Tive que carregar coisas a tarde inteira, estou aleijada das costas, dos braços e das pernas até agora. Nunca sofri tanto numa mudança, Deus abençoe meus pais por serem normais, colocarem coisas em caixas e transpotarem em VEÍCULOS e depois por arranjarem pessoas fortes pra levarem tudo até o meu quarto. Posso estar até soando mimada, mas depois dessa mudança eu não quero mais ter que não ser! É muito mais fácil! hahahaha

OBS. Isso porque já tinha desmontado a minha cama e trazido todas as partes pra cá junto com Nadine na terça à noite, ou seja, estou à base de Cisax desde então.

Uma das vezes que estava saindo do meu quarto, estava com a tal caixa de papelão cheia de revistas (minhas Vogue e ELLE =~~~~) e papéis cortados pra jogar no lixo, quando Tom entrou no quarto perguntando o que eu ia fazer com aquilo. Eu disse que ia jogar fora e ele pegou a caixa da minha mão, como eu já conheço a capacidade mental dele, já vi tudo! Ele foi pra varanda pra jogar a caixa pela janela, pra cair dentro daquelas caçambas enormes pra colocar metralha de construção. Na mesma hora eu gritei que ele não jogasse pela janela, que eu levava lá pra baixo, que eu precisava da caixa... ele olhou pra mim e disse: "Por que você sempre quer fazer tudo do jeito mais difícil?" e lá se foi a caixa pelos ares. CLARO, ele errou e caiu tudo no chão. Legal, né? Eu desci pra pegar a caixa, já que tinha que ir na outra casa de qualquer forma, mas eu sou tão burra que não consegui ver aquela bagunça, pegar a caixa e deixar que ele limpasse tudo, só Deus sabe quando (acho que ele não limpa nem a própria bunda, desculpa pai). Quando eu estava colocando as coisas na tal caçamba, ele chega e diz que eu não precisava fazer aquilo, que ele que tinha errado a mira e a bagunça era dele pra limpar. Eu disse que sabia, mas que era uma boa pessoa. Ele: "Boa demais pra mim" e fez a proesa de fazer isso soar como um insulto. Eu disse que talvez ele aprendesse comigo que às vezes, pensar era útil, evitava que merdas como essa acontecessem. (Explicação: numa das nossas brigas, ele me disse que eu pensava demais, que devia simplesmente agir. Eu logicamente respondi que pensar era o que nos diferenciava dos animais e se eu tenho um cérebro é melhor usá-lo ao invés de agir pelos instintos como só os animais fazem). Depois ele veio dizer que sabia que eu sabia que no fundo ele era uma pessoa boa, mas eu não vejo nada de bom nele. Terminei limpando tudo e voltei ao trabalho.

Consegui terminar TUDO no meu quarto por volta das 17:00, daí finalmente pude descansar um pouco. Banho quente, skype com meus pais e pude dormir das 23:00 até 12:00 do domingo, mas claro que durante a manhã acordei 35 mil vezes com as crianças e o povo da casa falando alto e fazendo bagunça.

PS. A escada dessa casa é a coisa mais absurda e perigosa que eu já vi: os degraus são muito estreitos, a metade do pé fica de fora, são completamente fora do padrão; a escada em si é super estreita e ainda não tem corrimão, nem proteção do lado direito. Ou seja, é pedir pra acontecer uma desgraça. E claro, aconteceu! Depois do jantar, a menina veio descendo, escorregou e caiu os últimos 5 degraus, graças à Deus não foi nada grave. Daí, eu disse que a escada era perigosa e falei dos degraus, CLARO que a anta do pai quase me esgana viva, disse que não, que não tinha nada de perigoso, que depois de subir e descer várias vezes o corpo se adapta e blábláblá. Quero saber o que vai acontecer antes do corpo se 'adaptar', só espero que ninguém se machuque feio e se alguém tiver que cair que seja ele, por ser arrogante e burro. Não, eu não tou desejando que ele caia, ai de mim! Só não quero que ninguém inocente pague pelos erros dele!!

The fucking end

Novidades - London

Post-relâmpago só pra enteirar vocês das novidades relacionadas com a minha ida a Londres. Decidi que não vou mais esperar até abril pra ir para Londres, vou dia 14 de fevereiro e fico até o dia 15 de maio, daí volto pra Suíça e fico até o dia 27 de junho na casa de Chloe e Lucy em Dietikon. E que venha dezembro!! =D

Genève, je t´aime!

Eu sei que tenho demorado muito pra postar aqui e também sei que vocês vivem reclamando, então eu não vou nem dar desculpas de amarelo, apenas... foi mal aê galera! hahaha













06.11 - 08.11

Então gente, conheci pelo Blog e depois pelo Facebook uma paraibana de Souza, chamada Fernanda, que também está morando aqui na Suíça e trabalhando como au-pair. Decidi então entrar em contato com ela pra nos encontramos em Zürich ou fazer alguma viagem pra algum lugar.

Foi assim, que numa terça-feira à noite ela me convidou pra ir pra Genève com ela no próximo fim de semana. Teríamos a nossa 1ª experiência no 'couch surfing' e claro, topei na hora! 'Couch surfing' é um site com perfis de gente do mundo todo oferecendo hospedagem gratuita em suas casas, é ótimo pra mochileiros e au pairs lisas. hahaha Sempre tive um pouco de receio quanto à isso porque nunca se sabe que tipo de pessoa vai-se encontrar, mas dessa vez eu decidi arriscar.

Estava ainda super doente, mas por motivos de força maior, eu não queria passar o finde aqui de jeito nenhum e sempre quis conhecer Genève! Saí daqui sexta à noite, encontrei com ela em Zürich e de lá seguimos juntas. Chegamos em Genève por volta das 22:30, seguindo as instruções do Max (nosso couch-owner) pegamos um tram pra casa dele, ele nos encontrou na parada do tram. Foi super simpático e atencioso! Fomos pra casa dele, ele nos chamou pra sair com ele e uns amigos, mas eu estava morta de cansada e com muita dor de ouvido, então resolvemos ficar e descansar pra poder aproveitar o sábado e o domingo.

Ele mora num apartamento com uns 4 ou 5 quartos, onde só moram estudantes. Cada um tem seu quarto individual e dividem a sala, a cozinha e os dois banheiros. Ele foi super gentil e deu o quarto dele pra gente (cama de casal) e foi dormir no sofá da sala, tadinho.

No sábado, dormimos bastante, nos preparamos e saímos pra turistar. Detalhe, nenhuma das duas tinha a menor idéia do que se ver em Genève! haha É, eu sei, nunca mais faço isso, mãe! Max nos deu um mapa da cidade, deu umas explicações rápidas de como chegar até alguns lugares e até o Mc Donald´s mais próximo, claro! O tempo estava péssimo, chovendo, nublado, ventando, mas fomos à luta! Almoçamos e fomos andar pela cidade, vimos a parte antiga da cidade, onde tava tendo o finalzinho de um 'flea market' numa praça enorme e demos uma olhada numa rua toda de lojas também, claro.

Voltamos pra casa pra nos encontrar com o Max, nos arrumamos e fomos pro ap de uns amigos dele. Tinha gente do mundo todo: Itália, Suíça, Israel, França, África e etc. Todos super simpáticos e amigáveis, mas o mais engraçado é que eles estavam bebendo tequila e comendo zucchini cru, que é um legume tipo um pepino japonês (combinação super bizarra, né?) Ficamos por lá um tempo e depois fomos pra uma boate chamada Usine, o lugar é fantástico, gente bonita e diferente, música boa. A noite toda foi super divertida! Saindo de lá, esperamos mais de 40 min num frio do inferno pelo ônibus noturno, quando notamos que o mesmo não passaria mais, então pegamos um táxi.

No domingo, fizemos a mesma coisa de sábado, acordamos, saímos, almoçamos e fomos em busca das turistagens! Pelo menos nesse dia tínhamos um alvo: a ONU e a tal cadeira de 3 pernas, que até então não sabíamos que era na praça em frente à ONU. ¬¬ Rodamos bastante, mas conseguimos encontrar, fotos tiradas, missão cumprida! Voltamos pra casa e já era hora de se arrumar pra pegar o trem! =//

Impressões de Genève: ADOREI a cidade!!! É uma cidade bem pequena mas com todos os benefícios de uma cidade grande, ótimas lojas, ótimos restaurantes e etc. Como em toda Suíça, o tranporte público funciona impecavelmente e a cidade é absurdamente limpa e organizada. Infelizmente, foi a única cidade que vi até agora aqui com mendigos na rua, não são muitos, mas os que se vê são super insistentes e irritantes. Mas, mesmo assim, você anda nas ruas de madrugada se sentindo SUPER segura, porque sabe que nada vai acontecer. A segurança é uma sensação maravilhosa, coisa que não sentímos no Brasil nem dentro das nossas próprias casas... é muito triste!

Thursday, 15 October 2009

London called and I answered!


Well, well... vamos lá pras mais novas e maravilhosas notícias!!

Finalmente vou morar em Londreeeeeees!!

Como tudo aconteceu:

Pros que não sabem, no fim do ano vou receber a melhor das visitas da minha vida, minha família linda e duas amigas muito queridas (Aninha e Nati) vêm pra Suíça e daqui vamos pra França e Portugal. Depois de muito puxa-encolhe da parte de Aninha, ela decidiu que dessa viagem ia 'pegar descendo' pra Londres pra estudar lá durante seis meses.

Confesso que a ida de Aninha colocou um pouco de lenha na fogueira, já que assim como ela, eu também sempre sonhei em morar em Londres dividindo apê com amigos. O fato de estar um pouco de saco cheio de não ter meu canto e minha privacidade também incentivou. Então, comecei a pensar se isso poderia sair dos meus pensamentos e desejos e realmente se tornar realidade. Conversei várias vezes com meus pais sobre as minhas intenções e finalmente terminamos chegando a decisão que eu vou!!!! Eu não poderia ter tido mais sorte quando Deus me colocou na minha família, nunca vi pais tão presentes, companheiros, compreensivos, amigos e incentivadores. Espero poder ser pros meus filhos ao menos metade do que eles são pra mim e Victor.

Mas, com tal decisão, veio também a de deixar a minha família 3 meses antes, já que não poderia esperar até o término do meu contrato no fim de junho, senão perderia a minha passagem de volta pro Brasil, que só tem validade de um ano. E o mais importante, Aninha não estaria mais em Londres. Vou sentir muita falta da minha família suíça, principalmente de Nadine e de Maurin. Nadine me disse que ficou super triste porque eu vou embora mais cedo, mas disse também que não queria atrapalhar uma coisa que eu queria tanto e que vai ser tão importante pra mim. Eu segurei muito as lágrimas nessa hora. Já imagino quando tiver que realmente dizer adeus. =~~

E antes de ontem recebi outra notícia maravilhosa!! Depois da viagem do fim do ano Nati também vai ficar com Aninha pra estudar em Londres!! Só que ainda não sabe se vai ser 1 ou 2 meses e infelizmente eu vou estar trabalhando aqui na Suíça nesse período. Maaaas, quando as meninas forem pra Londres dia 08 de janeiro, eu também vou e passo 5 dias com elas lá e depois volto pra Suíça pra trabalhar os últimos meses. E elas que arrumem dinheiro pra vir me visitar nesse período!!

Saio daqui pra Londres dia 1º de abril e fico até o dia 23 de junho. Volto pra cá, passo uns dias aqui com a família e finalmente dia 27 de junho pego o avião de volta pra CASA!!! Já estou super ansiosa pra tudo, pra dezembro pra ver meus pais, pra janeiro pra conhecer Londres, pra abril pra MORAR em Londres e pra junho pra voltar pra casa!! São muitos sentimentos misturados... dá pra notar pela desorganização do post né?? Mas é isso, perdoem pela minha felicidade, sono, cansaço e dor de cabeça.

Londres, aí vamos nós!! hauhauhahuhua

PS. Gente, reli o post e tava tudo errado!! HAHAHA Esse post tá muito desorganizado e as datas estavam todas trocadas, ajeitei-as agora, mas o post ainda tá meio tronxo e vai ficar assim mermo! ¬¬ Quem não entender pergunte nos comments!!

Só pra esclarecer, são duas viagens pra Londres:
1. Dia 08.01 - 12.01 (Depois da viagem grande)
2. Dia 01.04 - 23.06

Tuesday, 13 October 2009

Os primeiros passos


02.10.09

Estávamos apenas eu, Nadine e Maurin em casa. Dana estava na casa dos avós perto de Bern e Tom tinha saído pra correr. Tínhamos terminado de jantar e começamos e brincar com Maurin, tentando fazer ele andar de mim pra Nadine e vice-versa.

(Explicação: Maurin ainda não andava, ele desenvolveu um método diferente de locomoção, com a bunda, mas infelizmente eu não fiz um vídeo e agora ele não 'anda' mais assim. Há alguns dias ele já vinha andando segurando na mão da gente, eu tava treinando bastante com ele, quando estávamos andando eu soltava a mão dele pra ele tentar ir se equilibrando.)

E foi assim, brincando de ir de uma pra outra em troca de batatas-fritas que Maurin deu os primeiros passinhos sozinho. Foi um momento super especial, eu fiquei com os olhos cheeeios d´água e Nadine também. Só não chorei porque me segurei muito, imagina quando for meu filho!

É um mini-post, mas foi tão especial que quis deixar registrado aqui! E eu sei que a ordem cronológica dos posts está errada, mas qual o problema? ¬¬

Rita, a rata



06.10.09

Saí pro meu passeio de quase todas as manhãs com Maurin e quando chego em casa me deparo com um 'carnaval' e não no bom sentido! Lily (a gata) corria loucamente de um lado para outro tentando pegar Rita (a ratinha), que por sua vez, corria desesperada se enfiando em todos os buracos que via pela frente, literalmente gritando, coitadinha. Vendo essa cena, tive que decidir o que raios ia fazer, afinal de contas, eu estava sozinha com Maurin, o que me fazia a autoridade máxima do recinto (rá!). Absorvi os arredores e o que me poderia ser útil, foi quando vi o balde de lixo do meu quarto, que eu tinha levado lá pra baixo pra colocar o lixo pra fora. Por favor imaginem a cena, lá estava eu, com o balde de lixo na mão, correndo de um lado pro outro, tentando prender a rata, empurrando a gata que estava num transe psicótico de felina caçadora e eu quase tendo um treco de tanto rir, o pobre do menino foi pra cozinha e ficou observando tudo que ocorria só com a cabeça de fora e com os maiores olhos que poderiam caber na cabeça dele!!

Finalmente consegui prendê-la, mas não tinha a menor idéia de como ia conseguir tirá-la de dentro de casa, a mãe estava em Zürich na aula, o pai nos alpes trabalhando em algum telhado (ele é roofer). Resolvi ligar pro pai, pra pedir uma opinião e contar o ocorrido, ele disse que não podia vir pra casa (não que eu tenha pedido ou que tivesse necessidade), mas disse que ia mandar um dos trabalhadores dele que estava na cidade vir aqui e resolver a situação. Eram 11 da manhã. Como não tinha mais o que fazer, resolvi continuar com a rotina, fiz o almoço, almoçamos, coloquei Maurin pra dormir, ajeitei a cozinha e vim bestar no meu quarto até dar a hora dele acordar.

Eram quase 2 horas quando comecei a achar muito estranho o tal trabalhador, chamado Jurk (lê-se Iurk), ainda não ter chegado e resolvi descer pra ver a quantas andava a problemática. Quando vou olhar o balde (é transparente) simplesmente Rita tinha DESAPARECIDO, pois é, simplesmente sumiu. Eu não entendi NADA, o balde estava exatamente onde eu tinha deixado, a gata estava presa no Winter Garden e não tinha mais ninguém na casa fora eu. Maurin e os espíritos. Olhei pra todo lado e nada de Rita, então cheguei a conclusão que a única explicação plausível era do tal Jurk ter vindo aqui, colocado a rata pra fora e por algum motivo sem sentido ter deixado o balde na mesma posição.

Decidi então ligar pro pai novamente dizendo que se Jurk tivesse ainda pensando em vir que não precisava mais, soltei a gata e fiquei lá por baixo esperando Maurin acordar. Aí, começo a escutar a merma 'gritaria' de antes, Rita estava no banheiro e Tigerly/Lily estava atrás dela de novo. Conseguiu pegar e ficou com Rita na boca, eu peguei Lily e levei pra fora pra ver se conseguia fazer ela soltar a coitada da rata, balancei, saculegei e nada dela soltar, terminei catucando a boca dela com um pegador pra ver se ela soltava e finalmente consegui. Rita caiu no chão e lá mesmo ficou, parada feito uma anta e eu entrei em casa com Lily. Fiquei vendo pelo janela e notei que ela não estava sangrando nem com nada quebrado, mas eu acho que ela era filhotinho, ainda meio lesinha.

Nisso, Maurin acorda, dei a comida dele e ficamos brincando lá embaixo. E eu parei de prestar atenção em Lily, que aproveitou que Maurin abriu a porta e correu pra fora de casa de novo. Eu pensei que não era possível que a lesa da Rita ainda estivesse nas áreas, mas estava! E lá me vem Lily com Rita de novo pra dentro de casa, Rita foge, corre, se esconde, Lily atrás e eu com o mesmo balde tentando prender ela de novo! Consegui e dessa vez notei que a borda do balde não era regular, tinha umas ondas que a danada da rata deve ter se espremido muito pra conseguir passar por ele. Coloquei um monte de peso em cima e resolvi esperar por Nadine, que devia estar perto de chegar. Ela chegou e juntas conseguimos colocar Rita pra fora e dessa vez ela não voltou mais!! UFA!!! Espero que ela tenha ficado bem!

Ps. Rita parecia um hamster, ela é um ratinho da floresta, cinzinha, tão linda! Não é esses ratos horrorosos de esgoto não! Pois é, eu me apeguei a ela! Mesmo ela tendo me dado um trabalho do cão!!

Sunday, 27 September 2009

Zürich + Emma e Lucy = MUITAS risadas


Felicidade


Eu e Lucy


Emma tentando me ensinar a fazer o que ela tá fazendo na próxima foto.


Emma, a ginasta.

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19.09 - 20.09

Esse foi um dos melhores finais de semana que me lembro em muito tempo! Eu e Lucy (País de Gales) fomos passar o finde na casa de Emma (Suécia). Depois de 1:30 indo e voltando à procura de um supermercado aberto às 7 e pouco da noite de um sábado em Zürich, finalmente conseguimos comprar as coisas e fomos pra casa de Emma. Ela mora sozinha e a casa dela é o sonho da minha vida, um apartamento pequenininho com cara de loft, tamanho perfeito pra ela sozinha e o melhor de tudo, ninguém mais mora lá!!! Se eu tivesse condições financeiras, eu dizia ao pessoal daqui que ia morar sozinha, é a melhor coisa, pq dessa forma dá pra separar o que é vida pessoal e o que é trabalho e assim, acredito que MUITAS confusões e aborrecimentos que acontecem aqui seriam evitados. Mas, infelizmente nada posso fazer e aqui ficarei.

Mas, voltando a parte divertida... A noite, umas amigas de Emma foram pra casa dela pra gente sair depois. Eram todas au pairs, algumas na verdade ela nem conhecia, eram amigas das outras. Acho que eram umas 6 no total, a maioria da Suécia, uma americana e uma australiana. Ficamos por lá, conversando e bebendo... e assim a noite toda passou, ninguém saiu pra canto nenhum, mas acho que nem precisava, porque nos divertimos tanto, rimos tanto, tiramos tantas fotos engraçadas que valeu mais do que a pena ter ficado!! Eu acho que estava bem precisada de umas cervejas e várias risadas pra relaxar! Nós rimos tanto, mas tanto que eu pensei que ia enfartar!

O domingo, como sempre, foi o dia da mazela! As meninas estavam super ressacadas, mas eu não! UFA de novo! HAHA! Passamos o dia deitadas na cama, tomando café e assistindo uma maratona de 'Made' em alemão na MTV, o fundo do poço, né? Hahaha! Pedimos pizza pra almoçar e continuamos nossa intensa programação televisiva! A programação da TV aberta na Suíça também é um LIXO! No fim da tarde, cada uma de nos seguiu seu destinos: eu e Lucy fomos pra casa e a louca da Emma foi pra academia, ela passou o dia falando em ir malhar e terminou indo, com ressaca e tudo! Emma é ginasta profissional. Eu e Lucy somos profissionalmente preguiçosas. Hahaha!

E assim se foi mais um finde maravilhoso em Zürich! Eu AMO aquela cidade!! =D

Amsterdam







Vamos brincar de faz de conta? Os próximos posts vão ser escritos hoje, mas vocês fingem que foram escritos na época certa, ok?

03.08 - 07.08

Dia 03 de setembro às 17:30, eu estava no aeroporto de Zürich embarcando pra 5 dias maravilhosos em Amsterdam. A idéia da viagem surgiu num dia de insatisfação, estresse e saudades de casa; sabia que tinha que sair daqui, que tinha que ver gente, gente nova ou gente já conhecida e muito querida. Nessa época ainda não conhecia ninguém aqui e estava me sentindo sozinha, então me veio a idéia de visitar Maíra ou viajar com ela pra onde quer que fosse. Conversamos no Skype e enfim, eu tinha algo pra ficar ansiosa para que chegasse logo.

Fui pra Zürich às 11:00 pra encontrar com Julia (a canadense) pra almoçarmos, ficamos conversando lorota na Estação de Trem até a hora de ir pro aeroporto. Chegando em Amsterdam estava quase morta, tinha levado uma mala tipo sacola, que não tem rodinhas e tive que carregá-la pra cima a pra baixo o dia todo. Eu e Maíra tivemos um pequeno desencontro, poque eu saí por um portão, mas ela me esperava em outro, eu tinha esquecido o PIN do meu celular e não tinha como ligar pra ela. Enfim, resolvi sair procurando por ela nos milhões de portões de desembarque e a encontrei! Ufa! Foi uma das melhores sensações, ver uma pessoa querida, com quem tinha vivido tantas coisas quando éramos mais novas, me senti feliz, super feliz.

Fomos então pra casa dela, que é a coisinha mais linda do mundo! Super organizada, arrumada, limpa, bem decorada... foi tão engraçado ver Maíra 'brincando' de dona-de-casa! Hahaha! É, uma hora nós crescemos, né? Rick (o maridão super simpático e engraçado) já estava em casa e fomos fazer o jantar (mentira, quem fez tudo foi ela). Vocês não vão acreditar, mas Maíra, a melhor hostess do mundo, fez RUBACÃO pra mim!!! Gente, RUBACÃO!! Jantamos uma das minha comidas favoritas, ouvindo Los Hermanos e ali, eu já podia morrer feliz!

No outro dia, saímos pra turistar por Amsterdam. Me apaixonei pela cidade, adorei a arquitetura das casas, os canais, as bicicletas por todo lado... é uma cidade bem diferente e especial, e eu gostei demais da sensação de estar lá. Andamos o dia praticamente todo, fomos no 'red light district' (é assim que chama Maíra?), achei aquilo fantástico, aquelas mulheres de todo tipo, pra todo gosto, se insinuando em janelas em plena luz do dia. Não consegui evitar compará-las automaticamente com aqueles frangos de padaria, girando naquelas coisas de vidro, esperando que algum transeunte os ache tão gostosos que os queiram comer ali mesmo. Foi uma experiência interessante, afinal, tinha que ser, depois da quantidade de tempo que passamos perdidas pelas ruas tentando achar o tal lugar. Hahaha! Chegamos em casa já de noite, fizemos o jantar (mentira de novo), conversamos horrores, assistimos um filme que nem lembro mais qual foi e fomos dormir. Claro que Maíra já estava dormindo desde a metade do filme, né?

No sábado, mais uma vez fomos turistar, saímos com a programação de ir ao Museu de Cera Madame Tussauds e fazer um passeio de barco pelos canais. A visita ao museu foi bem interessante, mas eu achei que não tinha muitas estátuas de famosos à lá Hollywood, e tinha muuuitos artistas holandeses que eu não conhecia, então não teve muita graça vê-los. Muita gente que eu queria ter visto não compareceu ao recinto, mas minha maior decepção foi a ausência de Madonna! Um absurdo tirarem a estátua dela de lá! Ou seja, agora tenho que ir pra Londres de qualquer forma e ver o verdadeiro Madame Tussauds, o que vai ser um enorme sacrifício pra mim! Haha O passeio de barco não deu certo e terminamos voltando pra casa no fim da tarde porque um pessoal amigo deles ia pra lá e depois íamos sair pra comemorar o aniversário de Rick. A noite, fomos pra um bar australiano super interessante, bem que podia ter um daqueles em João Pessoa. A noite foi ótima e super engraçada!

O domingo foi mazela TOTAL! Todo mundo preguiçoso (eu) ou ressacado (o resto). Haha! Passamos o dia conversando besteira, comendo e assistindo DVDs de metal (¬¬). A noite fomos assistir 'Inglourious Basterds' no cinema, foi no mínimo diferente, já que o filme se passa boa parte em alemão e francês e as legendas eram em holandês! Fantástico, né? Vou ter que assistir novamente, mas pelo que consegui notar, o filme é maravilhoso, como todos os outros de Tarantino!

Aí, já era segunda... dia de voltar pra casa, pra vida real, pro trabalho, pro cansaço e pra saudade! E lá fui eu, saí da casa de Maíra às 7 da manhã e só consegui chegar em casa às 7 da noite, porque desci na Estação de Trem daqui, só pra deixar minha mala e pegar meus livros com Nadine e já tive que ir correndo pegar o trem pra Chur, pra ir pra minha aula de alemão (péssima idéia, porque estava tão cansada que acho que não aprendi nada). E, enfim, depois de 1 bonde, 1 avião e 6 trens, pude comer algo e ir dormir na 'minha casa'.

PS. Queria agradecer mais uma vez a Maira, pela forma com que ela me recebeu na casa dela, pelo carinho e pelas comidas gostosas, por ter me levado pra conhecer a cidade e a lojinha brasileira inflacionada. Mil obrigadas a você e a Rick por terem sido tão atenciosos e queridos!! E cade as fotos??? HAHA! Temos que ir visitar Luciana agora!! =D

Tuesday, 15 September 2009

E, enfim, veio o alívio

Logo depois que postei aqui Nadine me chamou pra conversar sobre o dia, o que tinha acontecido, se tinha sido tranquilo, se eu tinha algum comentário a fazer, se eu queria mudar algo e coisas do tipo.

Falei pra ela sobre o dia e enquanto estava conversando senti que aquela era a oportunidade que eu estava esperando, eu e ela sozinhas no meu quarto, então resolvi ter uma conversa com ela sincera e disse tudo. Expliquei que essas primeiras duas semanas eu entendia que era um período de adaptação, que independente da nossa relação profissional eu realmente tinha um carinho muito grande por ela e que queria ajudar no que fosse possível pra que ela consiga fazer essa faculdade, mesmo com TUDO contra ela, mas acho que ela tem direito e merece demais ter a chance de pela primeira fazer algo que ela queira e que seja importante pra ela.

Mas, expliquei também que independente disso, um dos motivos deu ter vindo pra cá era aprender alemão e conhecer lugares novos e que do jeito que as coisas estavam indo eu não tava tendo condições de fazer nenhuma das coisas, disse que eu não tinha condições de estar trabalhando tantas horas, que a noite estava literalmente morta e não tava tendo condições de fazer mais nada.

Ela disse que concordava absolutamente em tudo comigo, disse que não tinha pretendido que isso acontecesse por muito tempo e que já tinha conversado com a avó (um ser humano super complicado, depois faço um post sobre ela) pra pelo menos uma vez por semana ela vir aqui pegar o menino pra dar uma volta enquanto a menina está na escola e coisas do tipo, pra que eu tivesse mais tempo livre. Eu disse que não fazia questão de trabalhar um dia todo na semana e de ajudar se algum imprevisto acontecesse, porque eu realmente não faço questão.

Hoje ela me disse que tinha recebido o horário dela pras próximas quatro semanas, disse que ia ter vários dias em que ela não teria que ir o dia todo, mas não entrou em detalhes dos dias exatos. Eu acredito que vai ficar tudo bem, fiquei super aliviada depois da conversa que tivemos, estava com muito medo de me decepcionar com ela, mas graças a Deus não aconteceu! =D

Li todos os comentários de vocês e mesmo já tendo conversado com ela, eles me ajudaram muito a repensar muita coisa sobre como tenho agido aqui. Eu tenho certeza que realmente faço mais do que meu trabalho exige, mas sei que parte (pra não dizer tudo) disso é minha culpa, eu sou naturalmente prestativa e perfeccionista, uma péssima combinação. Normalmente eu não faço questão de fazer uma faxina aqui ou acolá, nem de passear com o menino e no caminho fazer compras, nem de cozinhar pras crianças, na verdade até gosto disso, porque estar fazendo alguma coisa ajuda o tempo a passar mais rápido. Não gosto é de TER que fazer faxina todos os dias e de TER que cozinhar quando vêm o pai e os trabalhadores dele, porque também tem isso, não são todos os dias que o pai vem almoçar em casa, mas às vezes vem sozinho e às vezes com 1 ou 2 trabalhadores, como se ele sozinho já não bastasse! Pra ser bem sincera, eu não gosto de estar sozinha com ele, ele é imprevisível e uma oonversa normal tem potencial pra virar uma 'discussão' ou uma grosseria gratuita dele. Não me entendam mal, ele não é o diabo, nem é sempre ruim, mas às vezes ele endoida e faz umas coisas meio estranhas e chatas, então prefiro evitar a convivência o quanto posso.

Vou dar exemplos de coisas que ele faz para que vocês entendam melhor o que acontece: ontem no almoço, coloquei tudo na mesa e enquanto estávamos comendo, ele começou a reclamar que o molho de tomates estava MORNO, não era frio, era MORNO!!!! Eu tive que fazer todo o almoço, com o menino a tira colo, ele chega, não ajuda em ABSOLUTAMENTE NADA, nem antes, nem durante, muito menos depois do almoço e ainda fica reclamando!! Ai dá vontade de jogar toda a educação que meus pais me deram no lixo e mandar ele pegar o molho e colocar onde o sol não brilha (li essa expressão hoje num livro e achei o máximo, se bem que em português ficou estranha).

Outro exemplo, ele é bem 'do mato', ou melhor, das montanhas, que no fim é a mesma coisa e ele acha bonito sair alardiando pro mundo todo que ele acha que educação, bons modos à mesa e cordialidade são imbecilidade, que morar em cidade é imbecilidade, que gostar de tecnologia (computadores, celulares e etc) é imbecilidade... e ele tem o hábito de fazer esse tipo de comentários pra mim, sabendo que eu sou COMPLETAMENTE 'imbecil' nos padrões dele, porque eu gosto de tudo que ele condena. Parece que ele faz questão de fazer com que eu me sinta estranha, retardada, ou sei lá e acreditem em mim, isso é um saco quando você mora na casa dele, trabalha pra ele e não pode mandá-lo pro inferno.

Então, é isso. Como minha mãe costuma dizer, se ele fosse igual a ela eu estaria no paraíso e tudo seria perfeito, mas perfeição não existe, então é melhor ele do que um tarado! HAHAHAHA Acho que hoje antes de dormir vou agradecer à Deus por ele.

PS. MUITÍSSIMO obrigada pelos conselhos meninas, vocês são meus amores!! =DD

Monday, 14 September 2009

Desabafo/Pedido de ajuda

Okei. Vou fazer um parênteses na sequência dos posts pra escrever sobre um assunto que há muito vem pentelhando meu juízo, mas que por algum motivo ainda não teve uma guest appearence aqui no meu blog.

Preciso conversar com vocês sobre um assunto sério dessa vez. Sei que tal tema é super batido, mas vivenciando-o diariamente sinto a necessidade de falar sobre ele.

Tenho observado muito o dia a dia dessa casa: família normal, pai e mãe felizmente casados há 10 anos, dois filhos pequenos, o pai tem uma empresa que constrói telhados e trabalha de segunda à sexta. A mãe trabalhava num hospital 8 dias por mês, mas hoje começou uma faculdade de enfermagem, especializada em crianças, em Zürich de segunda a sexta também o dia todo, porém o horário dela vai variar com o decorrer do curso.

O pai é aquela coisa de sempre, trabalha fora, chega cansado, acha que trabalho que conta é o trabalho externo e que cuidar da casa e dos filhos não é trabalho, é lazer. Não entende nem porque as mulheres reclamam tanto, afinal é só passar um pano aqui e lavar um prato ali que tá tudo lindo. Não bate um prego numa barra de sabão, não tira um prato da mesa depois das refeições, não passa um pano nem o aspirador de pó em canto nenhum, MUITO raramente faz algo pras/com as crianças que não seja brincar e não sabe nada sobre os horários e hábitos deles. Ou seja, o que eu costumo chamar de UM GRANDE MERDA.

A mãe é o que eu costumo chamar de Mulher Maravilha, trabalha fora, cuida da casa e das crianças sozinha (antes de mim ela não tinha ninguém). Quando estamos no papel de filha, não nos tocamos muito do trabalho do CÃO que é cuidar de uma casa sozinha, é um trabalho interminável que NINGUÉM nota, a não ser quando não é feito. Por ser muito ativa, é da natureza dela estar sempre se ocupando com alguma coisa, ou seja, ela não pára um minuto! Embora, na verdade, nem se ela quisesse ela poderia parar. Cozinha, limpa, lava, passa, passa aspirador de pó, ajeita a cozinha, lava banheiro, ajeita as crianças (isso dura o dia todo) e fora isso tudo, ainda tem que trabalhar fora e ser a melhor no trabalho, estudar e ser a melhor aluna que puder, tem que se depilar, pintar o cabelo, fazer as unhas, usar maquiagem, estar sempre cheirosa e arrumada........ cansaram né?

E vale salientar, que na maioria esmagadora das vezes, os nossos queridos homens, maridos, namorados, noivos e cia não notam absolutamente nada disso, mas vá você, querida leitora, aparecer com as sobrancelhas por fazer, axilas, pernas e etc por depilar e com cara de cansada, mesmo depois de um dia de cão, pra ver quanto tempo você continuará chamando seu homem de SEU. HA-HA-HA!! Nós somos mesmo umas antas paralíticas!!! Tanto buscamos igualdade e o raio que o parta, que agora estamos aí, com uma carga de trabalho e responsabilidades sobre-humanas e não podemos fazer nada sobre isso, a não ser que decidamos abrir mão de alguma coisa nas nossas vidas: emprego, maternidade, faculdade ou o bom e velho tempo livre/hobbies. Normalmente, decidimos abrir mão do nosso tempo com a gente mesma, porque é da nossa natureza nos doar praqueles e por aqueles que amamos. Pois é, é isso que aguarda as solteiras ou é isso que as casadas (ou au pairs) já estamos vivendo.

Como assim au pairs? Explicarei: agora que a mãe começou a universidade, por pelo menos umas 2 ou 3 semanas pra frente ela ficará tendo aulas o dia todo (ela ainda não tem o horário definido), vale salientar que ela tem que estar na estação de trem de Sargans (10 min de carro) às 6:30 pra pegar o trem pra Zürich (1 hora). Ou seja, meu dia começa às 7:00 da manhã, quando tenho que ajeitar a menina pra colégio (detalhe: o pai está aqui, acordado, mas quem tem que fazer sou eu!) e só termina depois de ajeitar a cozinha após o jantar e deixar as crianças prontas pra dormir. Ou seja, EU VIREI ELA!! Tenho todas as obrigações e tarefas que ela tinha, fazer faxina TODOS OS DIAS (passar aspirador de pó, passar pano, limpar banheiro, colocar lixo pra fora), levar o menino pra passear 3 vezes por semana na cidade ou no parque, fazer compras no supermercado (mais de 6 km daqui ida e volta), ajeitar a cozinha, fazer almoço e jantar, estender roupa no varal e me virar em um milhão pra entreter a danada da guria que parece que tem pimenta no fundo. Meus únicos horários livres são as tardes das segundas e quintas, que na verdade não estou livre coisa nenhuma, estou na aula; de noite, das 8 às 9:30/10 horas quando TENHO que dormir; e os finais de semana, que normalmente estou tão cansada que nem tenho vontade de sair de casa.

É, eu sei. Tô lascada. Também sei que preciso conversar com ela sobre isso, não tenho condições de trabalhar essa quantidade de horas, porque simplesmente não dá tempo de estudar, quiçá fazer alguma coisa pessoal. Meu alemão está quase como chegou e do jeito que vai indo continuará da mesma forma, a não ser que eu dê um jeito nisso! Mas é aí que entra a complicação da história. A relação que tenho com ela não é uma relação meramente profissional, se tornou muito mais que isso, nós conversamos sobre tudo, ela me conta coisas pessoais e eu também, ela já fez absurdamente muito por mim o tempo todo que estive aqui e vice-versa, mas acima de qualquer coisa posso dizer que ela tem carinho por mim. Não tenho NADA pra falar sobre ela e sei que ela não está fazendo isso por maldade ou pra me explorar... eu que sou muito besta, sou prestativa demais e me doou demais pras pessoas que gosto, o tempo foi passando e eu fui fazendo mais do que devia, ajudando demais, sendo muito solícita e agora estou aqui, com uma corda no pescoço. Tenho que ter uma conversa estupidamente desagradável com ela, tenho que dizer que não tá dando, que ela vai ter que arrumar outra forma, outra pessoa pra ficar com as crianças, porque o certo é que eu trabalhe 6 horas por dia e não 12 horas como estou trabalhando. Decidi que vou deixar passar essa semana que é a primeira semana da faculdade, mas depois vou ter que conversar com ela de todo jeito. Tenho pensado muito se devo falar algo logo agora e dizer que por umas 2 semanas tudo bem, que é o tempo dela se organizar, mas que depois ela vai ter que fazer algo sobre isso, não posso ficar nessa situação, muito menos dependendo do horário dela, pra se ela estiver aqui estou livre, senão tô trabalhando. Não dá! Preciso ter meu horário certo. Tô absurdamente confusa e indecisa sobre o que fazer, acho que consegui passar um pouco do que têm acontecido e nesse post específo agradeceria muito que quem leu até o fim deixasse comentários com sugestões de como devo agir. E desde já, obrigada.

Thursday, 10 September 2009

O dia que Maurin descobriu o azar


Hoje foi um dia muito cruel para o pequeno Maurin, o coitado acordou com dois pés esquerdos e nem a lei de Murphy conseguia explicar como as coisas poderiam dar tão errado pra um simples bebê. Já vi gente grande ter fases de má sorte, azar ou qualquer outro nome meio supersticioso que se queira dar, mas nunca ouvi falar de bebês com maré de má sorte!

Narrarei o bendito dia do coitado.

Já durante o café da manhã ele derrubou dois copos de leite e uma caixa de cereal no chão. Logo depois, a mãe foi trocar a roupa e a fralda dele, mas enquanto ela lavava algo na pia, Dana brincava com ele ao lado da mãe (ele estava deitado de costas no balcão da pia), tudo mundo brincando, feliz e rindo, mas de repente, o grito: "Daaaaaaaaaana!!!" e o berreiro, saio correndo feito ladrão de galinha sendo perseguido pela polícia e quando chego no banheiro, a mãe me diz que o menino caiu de cima do balcão, resultado: cortou a boca e chorou uma meia hora. Depois, fomos pra casa vizinha (que vamos nos mudar em novembro), a mãe e eu estávamos montando uma mesa e Maurin estava brincando no chão com uns parafusos, até que escuto mais um grito "Mauriiiiiiiiiiiiiiiin!!", ele estava mexendo na tomada com os parafusos na mão, eu acho que nunca vi um ser humano tomar um susto tão grande, pensei que ele ia enfartar!! Ele ainda demorou vários segundos pra se recuperar e então abriu o berreiro de novo, por mais uma meia hora. Na sequência, fomos almoçar no restaurante vizinho, lá estava ele todo feliz sentadinho na cadeirinha de bebês, quando vem a garçonete gorda e cheia de piercings com as bebidas e APENAS derruba uma garrafa de vidro de Coca-Cola aberta nas costas do coitado! Além do pancada, toda a Coca virou em cima dele! Mais uma meia hora de choro! Já recuperado, durante o almoço ele derrubou mais dois copos de refrigerante na mesa. Voltamos pra casa e ele estava brincando do lado de fora, quando escuto mais um berreiro, ele tinha caído novamente! Graças a Deus, fui pra escola e por algumas horas estive longe dos sofrimentos do jovem Maurin, mas a mãe me disse que ele dormiu APENAS 3:30 durante a tarde e ela que o acordou, então não ocorreram novos episódios infelizes. Cheguei da escola e estávamos preparando o jantar, nesse meio tempo ele caiu mais duas vezes e chorou por mais uma meia hora no total. Felizmente. ele já está dormindo e eu rezarei pra todos os Santos que amanhã o coitado tenha um dia menos tenebroso.

Agora, fica o tema pra reflexão. Sempre ouvi falar e acreditei que azar não existia, que quando nós projetamos pensamentos negativos e pessimistas, atraímos energia ruim, trazendo assim espisódios desagradáveis pra nós mesmos. Ou seja, meio que somos responsáveis por nossa "má sorte" se perpetuar. Tenho certeza que um bebê de 19 meses ainda não tem consciência que tá tendo um dia ruim, ou que é azarado, então como raios se explicam tais eventos? Será que já começamos a pagar Karma desde tão cedo? Acho que na verdade, pagamos desde que nascemos, o Karma de outras vidas. Tá bom, eu sei que viajei, deve ser a hora... beijo e xau!

Ps. Desculpem o post sem jeito, mas já tá tarde e eu queria postar o ocorrido no dia certo. Depois releio tudo e conserto os eventuais erros.

Respostas dos comentários

Pensei muito em como raios ia responder as perguntas que vocês deixam nos comentários, achei que se respondesse nos tais comentários vocês não iam ver, então decidi fazer um mini-post com as respostas.

1. Pra Dany - Pois é, amiga! A rotina é bem pesada mesmo, mas varia muito dependendo da família que você está, tem famílias que não exigem que você faça faxina, mas a maioria pede, tem famílias que a mãe não trabalha fora e apenas quer uma ajuda. Mas a regra geral é que realmente se trabalha bastante, é bom estar bem ciente disso pra não ser pega de surpresa, achando que ia ser só sombra e água fresca. Bem, eu tenho cozinhado coisas fáceis, que todo mundo sabe fazer, tipo massa, salada de vários tipos, lasanhas e uns trecos suíços que às vezes a mãe me ensina. Normalmente, quando tenho que cozinhar sozinha ela escolhe coisas rápidas e práticas e quando ela tá aqui, ajudo no que ela tiver fazendo. Ela cozinha SUPER bem e é super rápida e prática na cozinha. Um dia eu chego lá... É bom você perguntar logo pras famílias que estiver conversando se você vai ter que cozinhar e se não quiser ou não souber, tem que dizer logo. A MAIOR ROUBADA que qualquer au pair pode fazer é mentir ou omitir qualquer coisa que seja, porque quando chegar aqui de uma forma ou de outra vai ser descoberto e só vai abalar a confiança e dificultar a convivência.

2. Pra todo mundo - Gente, acho que me expressei mal nos posts anteriores, contei tanta coisa desastrosa sobre o tal Hostel que terminei passando uma má impressão do dito cujo. Na verdade, o Hostel era SUPER organizando e limpo, os quartos, banheiros e áreas comuns eram impecavelmente limpos, tudo cheirosinho e com cara de novo. Tive tais problemas por não saber o que me esperava, já que nunca tinha me hospedado em recinto semelhante e porque não me acostumo com a idéia de quarto comunitário.

3. Pra Nikki - Pois é, nenhum hotel do mundo tem refil de desodorante, haha! Essa foi a minha única leseira, esqueci mesmo, mas hoje comprei um mini desodorante de 20 ml (nunca vi isso no Brasil) pra colocar na minha necessáire que anda na minha bolsa pra todo canto, agora só falta um mini sabonete!

4. Pra Fernanda (au pair) - Nossa que legal!! Sempre bom conhecer gente nova, ainda mais sendo uma da minha "terra". Deixa algum contato teu num comentário pra nos falarmos. Se você tiver Facebook, posso te apresentar a outras au pairs da área de Zürich.

5- ESPECIALMENTE PRA CHRIS - A srta disse que sempre acompanhava meu blog, twitter, orkut e o escambau, mas nunca vi nem sua sombra por aqui! Quero saber como é isso!! Tem que deixar comentário, Chris!!! Principalmente tu, que eu sei que vai me fazer rir! Saudades!!

6- Pra Tia D. - Quero comentários cariocas também hein?? Morro de rir com teus emails, queria que a sra escrevesse aqui, pra ficar registrado pra sempre junto com os posts!

Se esqueci alguma pergunta, deixem aqui nos comentários que responderei em breve (ou quase isso). Amo vocês e fico muito feliz de saber que vocês lêem o que escrevo aqui!

Wednesday, 2 September 2009

1º fim de semana em Zürich (Parte 2)



(...)

Às 2 e pouco da madrugada não aguentávamos mais o tal Edi`s com suas frequentadoras completamente embreagadas e saltitantes, então decidimos que estava na hora de encontrar um restaurante para que pudéssemos comer algo e sair do frio e da gritaria. Eu, Lucy e Anna rodamos pra todo o lado e já estava TUDO fechado, fora bares e pubs, e isso é porque eles fazem maior alarde que Zürich é A cidade pra se comer bem e se divertir durante a madrugada... amadores! Tenho que levar esses suíços pra conhecer o Brasil! Terminamos num sebosão, que vendia Kebabs e umas pizzas nojentas feitas só Deus sabe desde quando, mas no desespero não se pode ser fresca, né? Engulimos o tal bagulho e fomos atrás do trem das meninas e do meu táxi, meu Hostel era muito longe preu ir de Tram (é uma espécie de trem que anda por todas as ruas da cidade) sozinha de madrugada, sou brasileira, fico noiada!

Meu táxi custou a bagatela de Fr 26, estou doente até agora por causa disso, mas tudo bem, foi o mais certo a se fazer. Cheguei no meu Hostel, e aí começa a segunda parte da palhaçada... eu estava dividindo o quarto com mais 4 pessoas que jamais tinha visto antes, não fazia idéia se eram homens, mulheres, crianças ou velhos! Quando cheguei já eram mais de 3 horas da manhã e graças a educação que meu pais me deram eu não ia chegar fazendo maior carnaval porque os meus roommates provavelmente já estavam dormindo. O quarto tava um breu, não dava pra ver nada e a única iluminação que eu tinha era o celular, minhas coisas estavam dentro de um armário, tipo cofre e se eu fosse mexer ia fazer maior barulho, então tive que dormir do jeito que estava, podre, de calça jeans, duas blusas e sutiã. YAY! ¬¬

Simplesmente não consegui dormir, acordei de 5 em 5 minutos, um calor do cão, o sol na minha cara e eu não consigo dormir cheia de roupa. Às 7 horas desisti de tentar dormir e fui tentar achar uma saída pra como raios ia tomar banho se tinha esquecido toalha, shampoo, condicionador, sabonete e desodorante! PARABÉNS, PRISCILA!! hahaha! Mas, em minha defesa, eu não sabia que o buraco que eu ia ficar não tinha o mínimo do necessário pra higiene pessoal, nunca tinha ficado num Hostel antes e ODIEI!!! Aí lembrei que no dia anterior Julia (a da foto no post anterior) tinha deixado no meu armário uma toalha dela e um bikini, porque todo mundo ia tomar banho no lago a tarde, mas desistiram e ela tava com muito peso na bolsa. Resolvi que aquilo era uma situação emergencial e que se ela quisesse eu até compraria uma toalha nova pra ela!

E lá fui eu, apenas com minhas roupas limpas e uma toalha, pro banheiro comunitário no corredor. ¬¬ de novo. Vale salientar também, que eu estava descalça, porque só tinha levado um tênis e como ia tomar banho de sapato?? AI QUE NOJO! Eram 4 ambientes diferentes, 3 cubículos com duchas e 1 banheiro grande, com as pias e bacias sanitárias. Escolhi a ducha vizinha do banheiro e foi aí que tive uma idéia brilhante: usar o sabonete que tem na pia pra lavar as mãos! Obviamente eu não tinha nenhum recipiente pra colocar o tal sabonete líquido, então tive que ir lá correndo (arriscando deixar minhas coisas dentro da ducha, sorte que tava cedo demais e quase ninguém tinha acordado), coloquei uma quantidade razoável pro corpo todo e voltei correndo pra ducha. Chegando lá, veio o problema, como tirar toda minha roupa com uma mão só?? Preciso mesmo descrever a cena?? HAHAHAHA!!! O sabonete escorria, a calça não descia, o sutiã não desabotoava e eu ria mais que uma hiena assistindo Friends! Sei que finalmente consegui tirar a roupa, metade do sabonete já era, mas tomei meu banho e me senti limpa e linda! hahaha

Voltei pro quarto, arrumei minhas coisas e desci pra tomar café, tinha que fazer o check-out até ás 10 horas: Hostel de MIERDA! Comida e com tudo pronto, fiz o check-out e fui embora (ainda eram 9:30 quando saí do Hostel), tinha que andar uns 5 minutos até a parada do Tram nº7, que me levaria até a Bahnhofstrasse (rua da estação de trem), é nessa rua que ficam as lojas principais e também era onde eu tinha combinado de encontrar com Julia às 13:30. A minha bolsa estava pesando algo tipo, umas 500 toneladas e logicamente TODAS as lojas e cafés estavam fechados, pois era domingo, então eu dei uma volta pelos arredores pra tentar encontrar um lugar pra sentar e ler, Deus abençõe meus livros e meu ipod. Encontrei uma pracinha bem simpática em frente ao lago (o lago está por todo lado, é uma coisa de louco) com um Café que estava se preparando pra abrir (Glória a Deus, amém!). Cinco cafés, 3 croissants e quase metade do livro depois, deu a hora de encontrar com Julia, fui até o ponto combinado e pontualmente às 13:30 ela chegou. Fomos passear por Zürich, ela me levou num lugar lindo, em que você sobe uma ladeira estúpida, mas chegando no topo se tem uma visão maravilhosa da cidade e do lago (foto acima e fotos 2 e 3 do post anterior).

Ficamos por lá várias horas conversando e depois fomos comer uma massa, porque já eram 4 e pouco da tarde e estávamos morrendo de fome! Comemos e fomos pra estação de trem, afinal eu precisava ir embora. Peguei meu trem e cheguei em Bad Ragaz ás 8 e pouco, jamais me sentindo tão cansada em toda minha existência. Mas, tudo valeu a pena!

Tuesday, 1 September 2009

1º fim de semana em Zürich (Parte 1)









Algumas semanas atrás Nadine pesquisando no Facebook, descobriu alguns grupos de Au Pair aqui na Suíça e me mostrou. Foi assim que tudo começou, devagarzinho e meio sem jeito fui adicionando algumas delas, algumas bem simpáticas, outras bem abusadinhas. Fui me dando super bem com algumas específicas que ainda estavam pra chegar, mas mantivemos contato. Elas chegaram há 2 ou 3 semanas e resolvemos nos encontrar sábado dia 22/08 para um picnic na beira do lago, esse picnic na verdade era a despedida de duas outras Au Pairs que já moravam aqui há mais tempo e já eram amigas.

Depois de muito vou/não-vou, durmo/não-durmo, terminei decidindo ir, com reserva feita num Hostel, pra dormir por lá se me sentisse confortável o bastante com elas, até porque por mais que tenhamos conversado algumas vezes, internet nunca é a mesma coisa que conversar pessoalmente e eu não sabia ao certo o que me esperava.

Cheguei em Zürich às 3 e pouco da tarde e Julia estava me esperando na estação de trem. Julia é canadense, super simpática e conversadeira, é uma das poucas que mora em Zürich mesmo, na cidade. Nos demos super bem instântaneamente e a conversa fluiu durante hooooras, sem nenhum momento constrangedor de silêncio. Ficamos de rolé pela cidade, compramos 'comis e bebis' pra levar pro picnic, fomos no meu Hostel fazer o check-in e então já era hora de ir pro tal picnic.

Chegamos lá, no começo eu tava super errada, sou tímida e fico super constrangida ao redor de estranhos, demoro um pouco pra me soltar, mas depois... vocês já sabem como sou depois né? hahaha Tinha umas 15 meninas, ou mais. Algumas eu já tinha conversado antes, outras só tinha add no Facebook, várias nunca tinha visto. Ficamos por lá não mais do que meia hora, ai as meninas mais atacadas, pra não dizer outra coisa, cismaram da mulesta de ir pra um bar chamado Edi´s e lá fomos todas pro tal bar; algumas já frequentavam, outras novatas topavam qualquer parada que envolvesse álcool e homens, mas boa parte estava indo com a correnteza (Oi, eu?).

Chegando no tal bar, aí sim, foi um espetáculo a parte. Na verdade, nem entramos no bar, ficamos do lado de fora sentadas numa mureta, só fazendo o bar de apoio pra comprar bebidas e usar o banheiro. Pois é, o banheiro... não sei nem por onde começar! Quando entrei no banheiro, notei algo peculiar a respeito do tal bar, porque no teto e nas paredes do banheiro tinham milhares de fotos de mulheres nuas e cenas explícitas de sexo, e como se não bastasse isso, tinha uma máquina que você colocava dinheiro e podia comprar vibradores de todas as raças e credos, camisinhas e outros apetrechos eróticos, que não detalharei aqui, por consideração aos meus familiares que estarão lendo esse post, hahahaha!! Foi assim que descobri que o velho Edi´s era um bar pornô, sabe-se lá o que raios isso significa, mas me disseram que tinha um cinema pornô, em uma das salas. Foi aí que entendi, o motivo de só ter visto homens dentro do bar, imagino o naipe das frequentadoras de tal recinto. Aliás, nem preciso imaginar, vi com meus próprios olhos. Boa parte das meninas que estavam no tal picnic, pareciam cadelas no cio (desculpa pai, mas é verdade), só falavam em homens, beijar na boca e cia, beber, se drogar e por aí vai... me pergunto como raios alguém contrata um ser um humano desse tipo pra cuidar dos seus filhos. o.O No meio da noite, elas se ouriçaram ainda mais pra ir pro Mascotte, que é uma boate ali nas áreas também, mas algumas terminaram desistindo de ir porque uma das protagonistas da festa apagou depois de vomitar tudo ao seu redor.

Mas nem só de situações sem noção foi a noite. Conheci umas meninas ótimas, que tenho certeza que vou manter como amigas enquanto estiver aqui e espero que depois também. Lucy de Walles, tem aquele ar meio posh e o humor bem ácido característico deles e dos ingleses. Anabella, uma argentina de Córdoba, bem simpática e divertida e Anna da Hungria, é bem tímida, mas quando fala é bem sagaz e também tem o humor ácido, ela fala tão baixo quanto Normanda... ou seja, já viu a dificuldade que tenho pra conversar com ela, né? Outras meninas também foram legais, mas ainda não merecem um espaço aqui... hahahaha.


Continua
(...)

Explicações

Tenho algumas novidades pra vocês, mas antes de mais nada, existem algumas coisinhas que queria dizer. Sei que não estou postando aqui como deveria e queria, nem falando com vocês no MSN, nem respondendo email com a maior das eficiências... mas quero que de uma vez por todas vocês entendam que minha ausência não é por falta de sentimentos direcionados a vocês, nem por falta de saudades; é por uma total e absoluta falta de tempo e de condições físicas e emocionais de vir pra internet depois de uma dia de trabalho. Passei a ter vida de mãe, sem empregada e babá, de um dia para o outro e tá sendo difícil pra cacete!

Minha rotina normalmente é a seguinte, num dia que a mãe passa o dia fora (quando ela está aqui, é a mesma coisa, mas fazemos juntas): acordo às 6:00 da manhã e desço com as crianças (acordar Dana é o maior dos infernos do universo) pra dar o café delas e ajeitar a menina pra ir pra escola. Ela sai daqui às 7:10 e então começa o trabalho da pinica que vos fala, ajeitar a cozinha, passar o aspirador de pó na casa, dá uma geral nos banheiros, colocar o lixo pra fora, isso tudo com o Maurin chorando no meu pé do ouvido. Passo a manhã toda com ele (e a tarde e a noite ¬¬), inventando toda sorte de distrações: passeios pelos arredores (daqui até o centro de Bad Ragaz são APENAS 3km), brincar com Lego e carrinhos, colocar ele pra andar no Bobby car (aquele "carrinho" do Fantástico mundo de Bobby) do lado de fora e por aí vai. Faço o almoço (pois é, também tenho que cozinhar), todo mundo almoça, coloco Maurin pra dar o cochilo de depois do almoço e vou ajeitar o raio da cozinha de novo.

Segundas e quintas tenho aula de alemão em Chur (cidade vizinha, 15 min de trem) das 15:00 às 17:00, tenho que pegar o ônibus pra estação ferroviária ás 13:25, porque é o único horário que ele passa onde eu moro; e na volta tenho que andar quase 3km até a minha casa, porque não tem mais ônibus essa hora. Pois é, eu moro no MATO. Chego em casa, janto, ajudo Nadine a ajeitar a cozinha e as crianças... preciso dizer em que estado estou depois disso tudo??

Terças e sextas Dana vem almoçar em casa, mas logo depois volta pra escola e só chega ás 15:30, aí fico com as duas belezuras até os pais chegarem, normalmente é lá pras 19:00. Como sempre, janto, ajudo Nadine a ajeitar a cozinha e as crianças. Mais uma vez pergunto: alguém ai imagina como estou depois disso tudo?

Um dia ou outro da semana quando a mãe está aqui eu fico livre durante a tarde, aí aproveito pra fazer tudo que acumulei, arrumar o quarto e o guarda-roupa, responder os emails e mensagens de vocês, resolver minhas coisas, como pagar contas ou comprar alguma coisa nos arredores, estudar, ler meus 9 livros maravilhosos (The Sookie Stackhouse Novels). Minhas folgas são sempre nos finais de semana.

A partir de meados de setembro Nadine vai começar um curso pra ser enfermeira de crianças e bebês, aí sim, a cobra vai fumar. HAHAHA! O tal curso é em Zürich (1 hora de trem) e o horário oficial é de 7 da manhã até às 18:00. Mas, graças a Deus, o curso tem o horário bem flexível, às vezes é só a tarde, às vezes só tem uma palestra pela manhã, ás vezes simplesmente não tem e outras vezes é o dia todo. Ela não tem como me dizer quantas horas trabalharei cada dia, porque nem ela sabe como vai ser o seu horário. Ou seja, meu horário vai ser de acordo com o dela, mas com certeza ABSOLUTA vou trabalhar ainda mais que agora, BEM mais! Será mais ou menos assim: quando a mãe estiver em casa, eu tou off e quando não, eu trabalho. Mas continuo tendo folgas no fim de semana.

Tirando o cansaço, o sono acumulado e a saudade de casa, estou bem. Bem melhor que estava há um mês, graças a Deus. Mesmo a rotina sendo muito difícil, acredito que estou me acostumando aqui e a minha vida não tá parecendo tanto uma vida que não é minha, acho que estou começando a "pertencer" aqui. Mas, só por um ano e depois voltarei a pertencer no meu Brasil!!

Queria pedir a compreensão de vocês pra que vocês entendam que não tenho condições de estar conversando como gostaria com cada um de vocês, tento escrever aqui pra dar notícias a todos, pra que vocês saibam em que pé anda minha vida aqui. E é exatamente essa a questão, por um ano a minha vida é aqui e eu não posso ficar vivendo a vida daí, se não, não vou conseguir me adaptar aqui nunca. Tenho certeza que quem já morou fora como eu, entende muito bem o que eu estou dizendo. Não esqueçam que amo muito vocês e fico absurdamente feliz que vocês queiram acompanhar minhas experiências aqui, e prometo que tentarei postar mais frequentemente.

Monday, 3 August 2009

Devaneio



Às vezes me pego parada olhando pro vazio e pensando, ou até diria filosofando, sobre certos assuntos que não sei bem dizer de onde surgem. Normalmente guardo tais pensamentos só pra mim, por ter certeza que não conseguiria traduzí-los muito bem em palavras para um outro alguém que não tenha vivenciado-os da forma exata como eles se sucederam no meu devaneio.

Hoje, como tantos outros dias não foi diferente... me pequei perdida em tais pensamentos novamente. Mas esse específico, gostaria de registrar aqui por ter diretamente uma ligação indireta com minha estadia aqui.

A vida é um bixo danado de engraçado, às vezes começamos um dia como qualquer outro e não temos a menor idéia que aquele dia pode ser o mais especial de nossas vidas ou também o pior. Acontece também de tomarmos certas decisões sem nos dar conta que aquele singelo ato pode trazer inúmeras mudanças e transformações para o nosso futuro.

Foi exatamente dessa forma que aconteceu minha viagem pra cá. DO NADA!! Em um momento de tristeza e desespero pela idéia de passar 6 meses sem fazer nada, decidi que era hora de ir, de viver tudo que o mundo e a vida tinham reservado pra mim. Aos poucos tudo foi se encaixando como deveria, dia após dia... e hoje estou aqui!

É daí que vem minha preocupação, tenho medo que a minha estadia aqui termine da mesma forma que começou. Um dia aparentemente normal pode se transformar em um desastre de um segundo para o outro, tudo acontece tão rápido que ficamos nos perguntando o que nos atingiu na cabeça, como tudo desandou completamente sem que nem pudéssemos fazer algo pra evitar. Um mal entendido pode transformar tudo.

Postei aqui algumas vezes falando sobre meu host e sobre nossa não tão fantástica relação e em um dos últimos posts disse que as coisas estavam melhores. E realmente estavam, por menos de 24 horas a convivência com ele não foi insuportável. Claro que no outro dia ele tinha voltado a ser o mesmo imbecil, mal educado, grosso, metido a engraçadinho, incoveniente, estúpido... (posso continuar por horas)

O meu maior desafio aqui não está sendo ter que me virar sozinha, nem minha timidez, nem a falta de privacidade, nem o trabalho, nem a saudade (se bem que essa tá bem complicada também), nem a falta de amigos até a presente data... está sendo ele!!! Com toda sua grosseria gratuita, injustiça, falta de consideração, absurda falta de educação e boas maneiras. Está sendo ouvir e aguentar tudo calada, guardando todas as milhares de lágrimas pra serem choradas no colo virtual dos meus pais.

Pela minha crença na Doutrina Espírita tenho a certeza mais que absoluta que não vim parar nessa residência, nem vim trabalhar pra ele por acaso. Sei que tenho dívidas para com o espírito dele e fico muito grata de estar tendo a oportunidade de resgatar qualquer débito que tenha com essa família.

Mas, infelizmente não posso negar minha natureza humana, que tem sentimentos, que sofre e não tem paciência de elástico; ainda não evolui a esse ponto. Sei que minha missão aqui é de 1 ano e peço força a Deus todo momento pra que consiga chegar até o fim, só não sei até quando vou aguentar tanta lapada simplesmente baixando a cabeça, porque me conheço e sei que no dia que não aguentar mais e disser o que penso será o fim disso aqui.

Tenho medo que um dia que começou como qualquer outro, tenha guardado um daqueles momentos que mudam tudo, pra pior. Só peço força, paciência e humildade pra seguir em frente... um dia de cada vez, até quando der.

Sunday, 2 August 2009

Frustrada...




Esse é um post desabafo.

Ontem foi feriado aqui na Suíça, dia em que todos os estados (aqui são chamados Cantões) se juntaram pra formar o país Suíça, só Deus sabe há quantos anos atrás. Um daqueles feriados em que todos ficam AINDA MAIS patriotas, tudo disponível nas lojas tem bandeirinhas, incluindo comidas! A noite eles soltam fogos de artifícios (gastam quantias absurdas nisso e nem é nada tão fantástico assim, mas deve ser porque aqui não mora muita gente, imagino como deve ser nas grandes cidades!) e fazem fogueiras no topo de cada montanha. É uma coisa bem interessante de se ver, todos juntos comemorando o país que vivem e o fato de serem suíços. Não consigo não pensar no 7 de setembro e como isso não modifica nada na nossa rotina, como não comemoramos absolutamente nada aí, fora alguns desfiles no centro da cidade nada mais se vê, como não temos bandeiras do brasil astiadas em nossas casas, como essa data praticamnente só significa que Pipa-RN vai estar impraticável e cheia de policiais armados.

De manhã fomos aos Alpes pra um brunch, vários suíços bem tradicionais estavam lá com suas famílias, todos felizes ouvindo música típica suíça ao vivo. Depois voltamos pra casa e ficamos na piscina com as crianças. Umas 4 horas começamos os preparativos culinários pra levar pra casa de Cláudia (amiga de Nadine), porque fomos pra um churrasco lá. Fiz minha (primeira) torta de frutas vermelhas e digo sem mentiras nem exageros, estava MARA!! Hahaha!! Chegamos lá, tudo normal, crianças brincando e correndo pra lá e pra cá, adultos conversando, bebês chorando ou dormindo e eu abestalhada olhando de um lado para o outro, sem entender nada das conversas alheias. Sempre me sinto analfabeta, cega, surda e muda nessas horas, é ótimo. Foi logo mais na sequência que veio a tal frustração, fora a logo acima descrita. Algum tempo depois que estávamos lá, chegou uma menina de uns vinte e poucos anos, que carinhosamente apelidei de Xuxa suíça (ela era morena, mas isso não vem ao caso). A menina era apenas um espetáculo do entretenimento infantil!!! Ela corria de um lado para o outro com todas as crianças, organizava brincadeiras, colocava as crianças nas costas e por aí ia... Poucas vezes na minha vida eu me senti tão incompetente, não consigo nem entender simples perguntas em alemão, quiçá fazer brincadeiras elaboradas e se colocar uma daquelas crianças nas minhas costas, juro que JAMAIS andarei de novo. Fiquei super mal... me senti a absurdamente sem graça Danny Pink sendo pisoteada pela fantásttica Xuxa dos anos 80.

Estou depressiva.
=/

Ps. E até agora não sei quem é a tal Xuxa, nem o porque da visita dela...

Saturday, 1 August 2009

A viajante

Hoje quando abri minha caixa de email vi um email de uma das pessoas mais queridas pra mim, com esse texto. E digo, se tivesse o dom das palavras como Rubem Braga, teria escrito EXATAMENTE a mesma coisa.

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Com franqueza, não me animo a dizer que você não vá.

Eu, que sempre andei no rumo de minhas venetas, e tantas vezes troquei o sossego de uma casa pelo assanhamento triste dos ventos da vagabundagem, eu não direi que fique.

Em minhas andanças, eu quase nunca soube se estava fugindo de alguma coisa ou caçando outra. Você talvez esteja fugindo de si mesma, e a si mesma caçando; nesta brincadeira boba passamos todos, os inquietos, a maior parte da vida — e às vezes reparamos que é ela que se vai, está sempre indo, e nós (às vezes) estamos apenas quietos, vazios, parados, ficando. Assim estou eu. E não é sem melancolia que me preparo para ver você sumir na curva do rio — você que não chegou a entrar na minha vida, que não pisou na minha barranca, mas, por um instante, deu um movimento mais alegre à corrente, mais brilho às espumas e mais doçura ao murmúrio das águas. Foi um belo momento, que resultou triste, mas passou.

Apenas quero que dentro de si mesma haja, na hora de partir, uma determinação austera e suave de não esperar muito; de não pedir à viagem alegrias muito maiores que a de alguns momentos. Como este, sempre maravilhoso, em que no bojo da noite, na poltrona de um avião ou de um trem, ou no convés de um navio, a gente sente que não está deixando apenas uma cidade, mas uma parte da vida, uma pequena multidão de caras e problemas e inquietações que pareciam eternos e fatais e, de repente, somem como a nuvem que fica para trás. Esse instante de libertação é a grande recompensa do vagabundo; só mais tarde ele sente que uma pessoa é feita de muitas almas, e que várias, dele, ficaram penando na cidade abandonada. E há também instantes bons, em terra estrangeira, melhores que o das excitações e descobertas, e as súbitas visões de belezas sonhadas. São aqueles momentos mansos em que, de uma janela ou da mesa de um bar, ele vê, de repente, a cidade estranha, no palor do crepúsculo, respirar suavemente como velha amiga, e reconhece que aquele perfil de casas e chaminés já é um pouco, e docemente, coisa sua.

Mas há também, e não vale a pena esconder nem esquecer isso, aqueles momentos de solidão e de morno desespero; aquela surda saudade que não é de terra nem de gente, e é de tudo, é de um ar em que se fica mais distraído, é de um cheiro antigo de chuva na terra da infância, é de qualquer coisa esquecida e humilde - torresmo, moleque passando na bicicleta assobiando samba, goiabeira, conversa mole, peteca, qualquer bobagem. Mas então as bobagens do estrangeiro não rimam com a gente, as ruas são hostis e as casas se fecham com egoísmo, e a alegria dos outros que passam rindo e falando alto em sua língua dói no exilado como bofetadas injustas. Há o momento em que você defronta o telefone na mesa da cabeceira e não tem com quem falar, e olha a imensa lista de nomes desconhecidos com um tédio cruel.

Boa viagem, e passe bem. Minha ternura vagabunda e inútil, que se distribui por tanto lado, acompanha, pode estar certa, você.

Rio, abril de 1952.

(Rubem Braga)

Friday, 31 July 2009

Post/Dear Diary

Hoje tive o dia mais divertido até agora aqui na Suíça. Vou tentar fazer um breve relato do ocorrido.

Hoje Tom foi lá pro outro lado da Suíça, pra buscar o fishing boat que ele comprou semana passada e pra buscar também Dana que estava na casa dos avós no mesmo lugar.

Eu, Nadine e Maurin fomos pra Chur (uma cidade vizinha, com mais ares de cidade grande) fazer compras. Primeiro fomos na H&M... 2 horas, muitas sacolas e muito menos dinheiro depois fomos "almoçar" no McDonald`s (home sweet home). Perambulamos pela cidade, olhando lojinha por lojinha, caminhamos pela cidade velha, se eu não me engano Chur foi a primeira cidade construída na Suíça. Sentamos num coffee shop bem simpático e conversamos bastante tomando nossos Lattes Machiatos enquanto Maurin dormia o sono da tarde, cada dia que passa tenho mais carinho e consideração por Nadine! Acho que nossa ligação é de outras vidas.

No fim da tarde fomos encontrar com Tom e Dana na Marina (esse nome também serve pra lagos ou só mar?) de uma cidadezinha vizinha, onde ele estaria terminando de ajeitar as coisas do barco. Ele se estressou com ela porque ela esqueceu de levar o resto do dinheiro do barco, eles discutiram, ela ficou puta, ela foi no banco pegar o dinheiro, eles fizeram as pazes com beijinho e tudo!

Voltamos pra casa e ele ficou lá terminando o que tinha pra fazer. Ela decidiu que iríamos jantar na pizzaria vizinha e lá fomos, logo depois Tom chegou. Foi super divertido, as crianças fazendo maior farra, Maurin fazendo palhaçadas sebosas enquanto comia. Quando estávamos indo embora, Tom entrou no carro com as crianças, eu estava do lado e pensei "puta que pariu, ele precisa lavar esse carro, tá fedendo muito!!", meio segundo depois ele falou "esse carro tá fedendo um pouco... não, esse carro tá podreeeeeeeee!!!", quando ele olhou pra trás só escuto "Nadiiiiiiiiiiiiineeeeeee puta que pariuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!!!!!", quase enfarto de tanto rir!!! Ela tinha deixado a fralda de Maurin cheeeeeia de cocô na mala do carro dele!! Meu deus, eu não lembro quando ri tanto na minha vida!!

Viemos pra casa e ele me pediu pra cortar o cabelo dele, vocês tão entendendo né? Cortar o cabelo dele!! Com aquelas tesouras de cortar papel, com a lâmina com desenhos. Disse que não sabia, mas ele insistiu, tudo bem, cortei, ficou um lixo, ele gostou, cobrei 50 francos, ele achou que eu estava brincando, deixei pra lá.

Num surto de inspiração cheguei pra Nadine e disse a ela que tinha gostado muito do dia e que com certeza esse ia pro "livro". Ela perguntou que livro e eu disse que era o livro que estava escrevendo sobre minha estadia aqui, que eu era escritora e que já tinha um contrato com uma editora brasileira e entregaria o livro quando voltasse pra casa pra ser publicado. Falei tão convincentemente que ela realmente acreditou e eu sinto que ficou meio cismada. Perguntou se poderia ler o livro antes deu ir embora, disse que claro que não, sorri e subi as escadas. Acho que nesse momento ela deve estar pensando nisso, porque quando estava subindo ouvi ela contando a Tom sobre o livro. Hahaha!! Iai, o que me dizem? Devo desmentir a história ou me divirto mais um pouco com isso?

Um post diferente pra vocês hoje, mas meu dia foi tão divertido que queria deixar registrado aqui pra futuras referências. Beijos carinhosos de uma pessoa de bom humor. Haha!